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Manejo e Diagnósticos Corretos e Precoces Diminuem Diarreias em Bezerros

13 nov 2018

Umas das doenças mais comuns nos bezerros hoje em dia são as disfunções do trato digestório, ocasionando as famosas diarreias em terneiros. Este sinal clínico resulta em uma perda muito grande de fluidos, eletrólitos e nutrientes, causando assim alterações na temperatura corpórea, frequência respiratória, desidratação, diminuição do score corporal e muitas vezes levando o animal a óbito.

Os principais agentes responsáveis pela diarreia em bezerros são: bactérias (Escherichia coli, Salmonella sp, Clostridium perfringens), vírus (rotavírus e coronavírus); protozoários (Eimeria sp.); verminoses, fatores nutricionais (ingestão excessiva de leite ou rações similares) e de meio ambiente.

Para evitarmos problemas como esses, algumas medidas preventivas devem ser tomadas como: Fornecer o colostro imediatamente após o parto, realizar a cura do umbigo dos recém-nascidos com solução a base de iodo e manter a lotação de animais por piquete dentro dos padrões para a área planejada, evitando assim superlotação e infestações de doenças.

Na 3 Marias, todos os cuidados são planejados e realizados conforme calendário vacinal e manejo de bezerros, durante o ano todo. Para evitar futuros problemas de diarréia nos terneiros, todas as vacas gestantes recebem duas doses de vacina especifica para esses problemas, sendo a primeira aplicação entre 45 e 60 dias antes do parto e a segunda faltando duas semanas da previsão de parto. Essa é uma estratégia prática e eficaz para combater as diarreias em recém nascidos, uma vez que a mãe imunizada passa, através do colostro, anticorpos para o bezerro, suficientes para protegê-lo durante os primeiros três meses de vida. Este é o tempo necessário para que o sistema imunológico do mesmo esteja preparado para defender o organismo dos patógenos presentes no meio ambiente.

Mesmo assim, ainda tendo diarreia em alguns bezerros, amostras são coletadas e enviadas para o laboratório, para que então possamos identificar o patógeno e iniciar o tratamento correto para o agente encontrado. Dado o diagnóstico final, o tratamento preconizado pelo laboratório é iniciado e tratamentos de suporte como pastas probióticas e fluidoterapia são essenciais para a reposição de líquidos, eletrólitos e flora ruminal. Depois de 24 a 48 horas os animais voltam a se recuperar novamente diminuindo assim os prejuízos físicos e financeiros que a diarréia pode causar, e evitando também problemas futuros de atraso no desenvolvimento desses terneiros, garantindo assim um bom ganho de peso diário e ótimos índices de desmama final.

Sarah Gisele Fragoso
Médica Veterinária
3 Marias Agronegocios